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terça-feira, 27 de abril de 2010

o romance perfeito


e me peguei de novo pensando em meu romance perfeito.
Sim, eu já vivi um romance perfeito.
Daqueles que se tornam seu parâmetro para todos os próximos.
E o que constitui um romance perfeito? Bom, isso é difícil, mas acho que o principal é fornecer, naquele momento, tudo o que você buscava. E desta maneira, te fazer plenamente feliz. E o fato de ele ter sido um romance curto (quase um mês) o torna ainda mais perfeito. Porque neste tempo você não consegue capturar muitas coisas ruins da outra pessoa. Só vê o que é bom, só vê o que te agrada. Só vê o que a paixão permite.
E quando o romance chega ao fim, sem grandes dramas, sem traições, sem erros, você tenta superar pensando em o que estava errado. E não acha nada. Nadinha. Nem um migalhinha embaixo do tapete.
Para ser sincero achei por um momento que o romance não era perfeito por que a outra parte já tinha uma vida pronta e plenamente estabelecida (incrível como algumas pessoas conseguem isso tão jovens). Que o bacana de um romance é as duas pessoas estarem no mesmo ponto da vida, para construírem algo juntos.  Mas isso raramente ocorre, e, convenhamos, é bacana mas não essencial.
E em noites frias como essa, dormindo sozinho, eu lembro do meu romance perfeito. Sim, eu sei, é preciso viver o presente e esquecer o passado.... mas deixa, vai, só por uns instantes, sonhar com meu romance perfeito....

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Viva la Vida!!!

Esse texto é do blog do SergioK (http://blog.sergiok.com.br/), mas eu gostei bastante e repasso:


Nós bebemos demais… Fumamos demais… Gastamos sem critérios… Dirigimos rápido demais… Ficamos acordados até muito mais tarde… Acordamos muito cansados… Lemos muito pouco… Assistimos TV demais e rezamos raramente… Multiplicamos nossos bens… mas reduzimos nossos valores…. Nós falamos demais… Amamos raramente e odiamos freqüentemente… Aprendemos a sobreviver, mas não a viver!
Viva la Vida!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

o mundo anda tão complicado.....


Semana passada, em São Sebastião, conheci pessoas felizes.
Pessoas felizes de verdade.
Pessoas simples.
Felizes por pequenas coisas, felizes porque fazia sol naquela semana.
Felizes por viverem em uma cidade bonita.
E eu, pessoa complicada que sou, pensava: "Mas como eles podem gostar de morar aqui? Sem tudo que uma cidade grande nos oferece?"
Mas a vida na cidade nos fez assim. Nos criou necessidades, nos criou costumes. 
Nosso amado café, uma mistura rica de grãos da Colômbia e de um país da longínqua África.
O lindo jeans que foi desenhado em Nova York.
Não vivemos sem chocolate belga.
Nem sem nosso delicioso chá japonês.
Plenamente acompanhado por um biscoito dinamarquês.
Melhor ainda se acompanhado por um filme iraniano!
O sorvete americano, que reúne os melhores ingredientes do mundo.
Mas será que precisamos mesmo de tudo isso para sermos felizes? Será que é tarde demais para sermos como aquelas pessoas da praia? Para acharmos a cidade agitada demais? Para ver mais graça no sossego? Para apreciar mais o simples ir e vir do mar?



terça-feira, 13 de abril de 2010

em São Sebatião

e cá estou eu longe de São Paulo.
Para fazer coletas de invertebrados marinhos para meu doutorado, vim aqui para São Sebastião. Para quem não conhece, as praias daqui são lindíssimas..... Eu estou tendo de ficar a maior parte do tempo no laboratório, mas só de ter a vista do mar já dá uma relaxada.... Relaxada relativa, uma vez que meus experimentos por aqui estão me deixando bem cansado...
Enfim, seguem algumas fotos daqui:







segunda-feira, 12 de abril de 2010

pronto para partir?


De uns dias para cá me veio um pensamento louco....
Estou pronto para morrer?
Não, eu não estou pensando em suicídio, nem estou participando de uma seita louca. Eu apenas pensei assim: Quando chegar a hora de partir deste mundo, eu não quero deixar nada para trás. Eu quero dizer, espero não deixar ninguém bravo, ninguém chateado, nenhum assunto mal resolvido.
Mas isso é bem difícil, não é?
Quantas amizades ficaram para trás, porque "nossos compromissos importantíssimos"nos impediram de se dedicar o suficiente àquele que costumávamos chamar de amigo? Ou então porque um pequeno mal entendido se tornou um problemão?
Relacionamentos que acabaram mal então.... Será que eu não podia ter sido mais compreensivo? Será que mesmo depois de tudo que deu errado, eu não podia ter mandado um e-mail que fosse, dizendo "desculpe por qualquer coisa, espero que ainda possamos ser amigos". Será que dói simplesmente dizer: "eu te perdôo, e espero que você um dia possa me perdoar"? Não, não dói nem um pouco.
Então, para que deixar coisas para trás, não é?
Porque deixar coisas mal resolvidas?
Por isso resolvi, nesta semana, tratar do meu passado.
A gente faz muita besteira na vida. Deixar elas mal resolvidas, é uma besteira maior ainda. Chegou a hora de pedir desculpas, retomar contato, mostrar que eu me importo.
Enfim, deixar tudo pronto. Eu não sei quando vai ser minha hora, mas quando for, não quero deixar nada, nada para trás.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Filme: "Pecado da Carne"

    Eu adoro filmes israelenses. Eles sempre possuem uma sensiblidade ímpar, e uma grande capacidade de nos emocionar. E este não é exceção.
    "Pecado da Carne"trata de um tema bem delicado. O filme conta a história de Aaron Fleischman, um judeu ortodoxo que recebe de herança do pai um açougue kosher. Mas cuidar do açougue demanda muito tempo, e ele acaba contratando um ajudante, o misterioso Ezri. Ezri é um jovem estudante da Torá que acaba de chegar à Jerusalem e está fragilizado afetivamente pelo desprezo do ex-namorado. Pois bem, neste ambiente controverso e cheio de tradições, nasce um romance proibido entre Aaron e Ezri, que ao ser vagamente percebido pela sociedade que os cerca, será duramente combatido.
    Mais do que um filme sobre os conflitos de uma relação homossexual, o filme retrata a sociedade judaica ortodoxa, repleta de tradições seculares, que conflitam com uma nova realidade. É interessante, pois em diversas passagens na escola judáica, percebemos que existe uma visão de que o homem naturalmente comete pecados, e que Deus não quer que o homem viva se limitando, abrindo mão do que o faz feliz. Mas toda essa compressão encontra no relacionamento entre dois homens um limite.
    O filme é muito bonito, com ótimas atuações. Tocante, mas sem cair no melodrama. Recomendadíssimo!  Ah, e corram, porque o filme estreou neste fim de semana, mas está passando em poucas salas.