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domingo, 12 de setembro de 2010

como é difícil amar alguém...


É difícil amar alguém.
Muito mais difícil do que ser amado.
É difícil amar e ser renegado.
É difícil amar, lutar até as últimas instâncias e não ver o mesmo acontecer de volta.
É difícil não ser correspondido.
É difícil ser um romântico apaixonado por alguém de coração gelado.
É difícil ter de pedir por um abraço.
É difícil não ser a prioridade na vida de alguém.
É difícil ter se entregue, mais uma vez, à pessoa errada.

sábado, 4 de setembro de 2010

Amor intenso.

Eu não acredito em pequenos romances.
Eu não acredito em amores racionais.
Para mim, amor tem de ser intenso.
Tem de ser um pouco louco.
E inconsequente.
Tem de ter aquela vontade de ficar junto, custe o que custar.
Sem qualquer pesar.
Tem de ter abraço demorado.
Beijo roubado
Dança de rosto colado.
Tem de ter música tema.
Tem de ter algum dilema.
Tem de ser a causa de grandes alegrias.
E também de alguns dramas.
Nossa vida já tem muito planejamento.
Amor de verdade tem de ser expontâneo.
Sem hora marcada,
sem ensaios.
Tem de ter paixão intensa,
alguns ciúmes
e muita, muita paciência.
Tem de ser eterno enquanto durar.
Único no olhar.
Doce no rever,
impossível de esquecer.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

reflexões sobre a perfeição


O fato é que ninguém é perfeito.
Nem em termos absolutos, nem em termos relativos.
Ninguém é perfeito em termos absolutos pois ninguém tem a perfeição moral e intelectual pregada pelos evangelhos. Cometemos falhas, e é isso que nos faz humanos.
Ninguém é perfeito em termos relativos pois ninguém é de fato perfeito para nós. Ninguém nunca vai cumprir todos os nossos requisitos para um relacionamento ideal. Sempre existirão pesares, dificuldades.
A questão é quais dos erros da outra pessoa que nós estamos prontos para aceitar. Aliás, erros não, características. O fato de uma pessoa ser menos atenciosa do que você gostaria não é um erro dela. É uma característica que a define.
Existem características que buscamos com afinco na outra pessoa, outras que gostamos de que estejam presentes e outra que não toleramos em hipótese alguma. Ou deveria ser assim. Por que o amor nos cega, nos faz tolerar o intolerável e achar brilho nas mais opacas personalidades.
Mas um amor desses pode durar? Um amor tolerante? Eu estou tentando descobrir isso agora.

depois de uns dias sozinho


Eu passei 5 dias em São Sebastião, semi isolado do mundo.
Cinco dias em que pude pensar com mais calma em mim mesmo.
E pude tirar algumas conclusões:
1. Precisamos ter orgulho de quem somos, de nossos valores, do que vivemos e do que definimos que ainda queremos viver. E nunca deixar que alguém consiga ferir esse nosso orgulho.
2. Eu realmente preciso me sentir amado, me sentir querido pela pessoa com quem estou. Sem isso, minha felicidade não é completa.
3. Nenhum problema na vida é tão grave quanto parece. Acredite, é só olhar o vai e vem das ondas do mar por alguns minutos que tudo fica pra trás.
    Mas também me surgiram mais dúvidas sobre a vida. O que será mais importante, o lado racional ou o emocional. Mais claramente: o que é melhor, estar com alguém que tem o que você busca, ou alguém por quem você está, de fato, apaixonado?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

des limites


Limites
Limitations
Des limites
Las limitaciones.

    Me chateia muito admitir que tenho limitações. Mas me chateia mesmo.
    Hoje na ginástica olímpica eu tive sérias dificuldades em fazer um movimento. Na real, eu não consegui fazê-lo. Talvez por eu ter começado a treinar mais tarde (de idade), eu não tenho a mesma flexibilidade que outras pessoas. E me dá medo o fato de que talvez eu nunca consiga fazer o tal movimento.
    A questão é que eu não consigo admitir que eu não seja capaz de fazer algo. Tudo na vida que eu me propuz a fazer, eu fiz. Eu consegui fazer. Talvez não tenha sido o melhor, mas fiz bem feito. Foi assim com  natação, faculdade, pós graduação, amizades, enfim.
    E minha família tem algumas frases símbolo que sempre me perseguem. As que me vêm a mente agora são: "Nunca duvide de um Peres (meu sobrenome), ele sempre consegue"; "Tudo é mais difícil para um Peres, mas ele sempre vence". "Os Peres são teimosos e vitoriosos". E aí eu penso: puxa, será que cheguei em algo que eu não conseguirei fazer, tipo, nunca?
    E todas as vezes que a droga do exercício não saía, eu só pensava em minha avó dizendo que eu conseguiria, que eu TINHA QUE CONSEGUIR, no meu avô que foi um sucesso em tudo que fez na vida (ele aprendeu sozinho inglês e alemão!!!) e só me desesperava mais e mais. E numa hora eu não agüentei e caí no choro. Mas como bom Peres, eu insisti. Meus amigos me ajudaram. E eu continuei tentando. Fui até o fim, minhas costas me matando de dor, mas sem admitir a aflição. Até que eles me fizeram parar, sem eu ainda ter alcançado o sucesso.
    Eu não consigo admitir fracassos. Não consigo admitir que eu tenha limitações que venham a me impedir de ser excelente em algo.
    Mas as limitações persistem.
    Outra limitação que tenho e que nem todos sabem é que sou levemente daltônico. Sem dramas para dirigir, mas dependendo da falta de contraste, roxo e azul serão iguais. Verde limão e amarelo serão a mesma coisa. E meu, como eu já sofri por isso. Coisas bobocas, como se referir a um reta verde em um  gráfico e ninguém entender porque eu chegava a conclusões obviamente diferentes, uma vez que eu estava na verdade vendo a reta vermelha. Meu, são coisas tão idiotas, mas que machucam, sabe? É difícil admitir que temos uma incapacidade.
    Tá, estou sendo mega mimado, tanta gente por aí que não anda, não enxerga nada, não fala e não fica se lamentando..... Mas please, please, me entendam. Todos temos coisas que não somos capazes de fazer. Alguns lidam bem com isso. Eu não.

terça-feira, 27 de julho de 2010

o horóscopo explica.....

E então que o meu horóscopo explicou meu ar blasé:


SOL NA CASA 1, LUA NA CASA 8

DE: 27/07 (Hoje), 20h51
ATÉ: 31/07 , 1h42
Neste período, que vai de 27/07 (Hoje) a 31/07, a passagem da Lua pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias, Rafael. O Sol em trânsito pela Casa 1 lhe chama à consciência, à clareza em relação a si mesmo. A Lua neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. O Sol na 1 lhe ajuda a ver as coisas com maior clareza, e a ter a coragem de romper com hábitos, padrões, pensamentos ou pessoas que não lhe servem mais. Reflexão para o período: do que eu preciso me libertar?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

there's a lack of color here III


Yes, there is a lack of color here.

Sim, eu sinto falta de cores em minha vida.
Talvez meu problema seja a falta de problemas.
Eu tenho tudo.
E ao mesmo tempo, não tenho nada.
Eu teria todos os motivos para ser feliz.
Mas a vida não é simples assim.
Sempre achamos um defeito.
E eu vivo achando questões as quais eu possa me prender.

there's a lack of color here II



Yes, there is a lack of color here.


Eu sinto falta de cores na minha vida.
O fato é que eu sou extremamente metódico. Sou um capricorniano filho de uma contadora. Eu preciso de certezas na minha vida. E elas me faltam neste momento....
Eu vivo um momento de dúvidas.
Eu não sei o que farei depois do doutorado. Tenho muitas idéias, mas não há nada certo. É verdade que só irei terminar o doutorado daqui a 22 meses, mas essa dúvida já bate a minha porta.
Talvez eu viva a crise de um quarto de idade. Eu esperava que aos 26 anos tivesse mais coisas definidas em minha vida. Já tivesse alcançado grandes realizações, já tivesse algum reconhecimento, já fosse alguém. Talvez já estivesse com a pessoa com quem passaria o resto da minha vida. E sinto que isso nada disso aconteceu.
Me sinto sem rumo, sem objetivos.
Me sinto como que derrotado.

there's a lack of color here


Yes, there is a lack of color here.

Eu sinto falta de cores em minha vida.
Sinto falta da paixão que as cores trariam.
Não há mais sonhos.
Não há mais desejos.
Apenas conformismo.
Apenas aceitação.
Mas não paixão.
A inconseqüência, 
a esperança, a fé.
Tudo se foi.
Sinto-me como um velho.
Esperando o tempo passar.

sábado, 10 de julho de 2010

just let me to write....

E aí que eu não consigo dormir.
Junto da noite veio um medo, uma aflição.
Um vazio sem fim.
Mas vazio do quê? Pois é, eu não sei....
Uma sensação de que algo falta, de que algo não está certo.....  De que algo ficou pra trás....
Talvez eu sinta falta de um objetivo, de um futuro, de uma missão..
Talvez eu seja um garoto que tenha tudo o que precisa, e diante disso fica criando falsos problemas.
Mas o fato é que eu só consigo pensar no que está errado, no que me faz falta, e não no que existe, no que poderia me fazer feliz.
Eu só consigo pensar em tudo que foi perdido ao longo destes anos. Das pessoas que ficaram para trás, das oportunidades perdidas, no que poderia ter sido dito, mas acabou virando silêncio.
Penso em despedidas, penso em perdas.
Penso nos meus deslizes.
Penso nas minhas falhas.
Penso no passado.
E não consigo vislumbrar um futuro....


Grapevine Fires

The wind picked up, the fire spread
The grapevine singing, left for dead
The northern sky looked like the end of days, end of days
The wake up call to a rented room
Sounded like an alarm of impending doom
To warn us it's only a matter of time
Before we all burn
Before we all burn
Before we all burn
Before we all burn
Bought some wine and some paper cups
Near your daughter's school and we picked her up
Drove to the cemetery on a hill, on a hill
Watched the bullets paint the sky gray
She laughed and danced through the field of graves
There I knew we'd be alright
Everything will be all right
Will be all right
Will be all right
Will be all right
News reports on the radio said it was getting worse
As the ocean air fanned the flames
But I couldn't think of anywhere I would've rather been
To watch it all burn away
To burn away
The firemen worked in double shifts
With prayers for rain on their lips
They knew it was only a matter of time


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Amor. E ponto final.



Recebi esse texto de um amigo e achei ele muito bom. Leiam:

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.

...Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. ...

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa".

quinta-feira, 10 de junho de 2010

talvez seja assim mesmo.....


Talvez seja assim mesmo.
Talvez as pequenas dificuldades no relacionamento é que nos façam crescer....
Nossos desejos e anseios que temos que reprimir em função do amor.
Mas, será que o amor deveria ser assim? Será que o amor de verdade não deveria ser isento de problemas, de questões, de dificuldades?
Não deveria ser auto sustentável, auto suficiente?
Será que existe esse amor?
Mais acima disso, será que os sofrimentos que o amor proporciona são menores que os sofrimentos que a solidão causa?

domingo, 30 de maio de 2010

relacionamentos pt3


E aí que hoje faz um mês que isso tudo começou.
Se estou feliz? Sim, estou muito feliz.
Mas estou concluindo algumas coisas.
A primeira é que um amor bom, uma amor de verdade, desses de filme, é irracional, ao menos em parte.
É #fato, meu namoro atual vai contra várias coisas que eu havia idealizado. Mas como eu disse alguns posts atrás "A vida acabou com meu idealismo romântico, com minhas esperanças de um amor perfeito. Eu troquei pela realidade. Pela pessoa ideal para o momento.". E posso dizer que provavelmente estou com a pessoa ideal para o momento.
Deixei-me apaixonar não por quem me oferece um futuro, mas por quem me faz feliz no presente. E me deixei levar pela vida. Não me pus obstáculos. Me permiti gostar. Me permiti abrir exceções. E o saldo é só positivo.
Antes disso, eu estava com alguém que me parecia a pessoa perfeita. Bem estabelecida, bem relacionada, realizada profissionalmente. Mas faltava a paixão. E, #fato, só a paixão nos move. 
É verdade que estou bem mais tranqüilo neste relacionamento que nos outros. Estou indo com o máximo de calma que consigo, curtindo cada momento, sem precipitações. Sim, ainda tenho racionalidade.....  E assim vou levando, curtindo o momento. E feliz.

relacionamentos pt2

começo de namoro é engraçado.
Nós nunca temos o suficiente do outro.....
Sempre fica um assunto por ser conversado.
Um abraço por ser dado.
Um beijo por ser roubado.
Um sonho por ser compartilhado.....

terça-feira, 25 de maio de 2010

relacionamentos pt1



     Relacionamentos não são triviais. #fato.
  Envolvem renúncias. E nós, seres humanos que somos, não gostamos de renunciar. Somos naturalmente egoístas. Queremos alguém que se adapte a nós, e não o contrário. Não queremos abrir mão de nossos costumes, de nossos programas tradicionais. O filme francês sempre parecerá mais interessante que o americano, não importe quanto a outra pessoa insista.
    E manter um relacionamento achando que seremos capazes de mudar o outro, é o maior erro que podemos cometer. Somos todos egoístas e intransigentes. Apegados à nossos valores. Conseguimos mudar uma coisa aqui e outra ali. Impomos um pouco de nós. Mas a essencia do outro, esta é praticamente imutável.
    Não queremos abrir mão de nossa independência, de nossa liberdade de ir e vir, de fazer o que quisermos, na hora que desejarmos. Mas queremos a outra pessoa em nossos momentos de carência, em nossos momentos de fraqueza. Em nossas desilusões, para nos abraçar forte e dizer que tudo ficará bem.
    Mas em meio de tantas abdicações, de tantas renúncias, existe a alegria de viver que só o amor nos traz. Gostar de alguém nos transforma. Nos faz menos revoltosos, mais atenciosos. Nos faz mais leves. Acima de tudo, nos dá uma esperança. A esperança de que por maiores que sejam os desafios do cotidiano, ainda existe um sorriso, um abraço, um beijo, daquele cuja lembrança já te faz feliz.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

sem expectativas, sem decepções.....

fato.
Eu perdi um pouco das esperanças em relacionamentos.
Não, não quero pena, não quero pesares, não quero conselhos.
Eu estou bem com isso.
Dizem que humanos são seres naturalmente sociáveis, que precisam de constante companhia para serem felizes. Talvez seja verdade. Mas cheguei em um estágio que já não me preocupo com isso. Relacionamentos trazem problemas, discussões, incompreenssões. Trazem dificuldades.
As amizade verdadeiras me bastam.
Não, não irei virar um ermitão. Só perdi as expectativas. Se algo começar a acontecer, levemos a cabo. Sem grandes esperanças. Se der certo, bom enquanto durar. Se der errado, paciência. Sem expectativas, sem decepções. Assim viveremos à partir de então.

terça-feira, 4 de maio de 2010

minha terrível mania...



Eu tenho uma terrível mania de achar que não sou capaz de fazer os outros felizes... que é melhor eu ficar sozinho que dar trabalho à alguém. 
Acabei de postar isso no twitter, mas estou sentindo uma necessidade de desenvolver isso.
Talvez seja problema de filho único, mas eu tenho uma forte tendência a buscar o isolamento. E isso acontece de rotina quando começo a manter um contato mais próximo com alguém.... Eu começo a me pegar pensando que eu não sou a pessoa ideal para esse dado alguém.... Que minhas obrigações vão me levar a me dedicar menos do que deveria, e que meus problemas vão me levar a tornar-se enfadonho em pouco tempo. Logo, o ideal seria ficar só, deixar as pessoas acharem alguém melhor que eu, que de fato as fará felizes....
Isso se liga fortemente a meu post anterior, onde eu disse que havia perdido em parte as esperanças de encontrar alguém que de fato me completasse. Pessimismo? Realismo? Eu de fato não sei.
Eu adoraria viver por impulso, deixar as coisas acontecerem, viver sem me questionar sobre o futuro. Mas me é impossível. Sou saudoso com o passado e preocupado com o futuro. E o presente? Bom, tentemos deixar a história acontecer...  

segunda-feira, 3 de maio de 2010

e agora?


E um dia ia acontecer.
Ia aparecer uma pessoa nova.
Mas as experiências anteriores me deixaram em um estado interessante.... Eu estou muito, muito independente.
É muito bom a perspectiva de ter uma pessoa nova para sair e se divertir junto. Especialmente se ela demonstra interesse na sua companhia.
Se estou animado? Sim, estou um pouco.  Mas também estou muito tranqüilo... Como sempre, achando problemas, mas isso já me é recorrente.
O fato é que não estou fazendo planos, não estou fantasiando sobre o futuro, não estou esperando nada demais. A vida acabou com meu idealismo romântico, com minhas esperanças de um amor perfeito. Eu troquei pela realidade. Pela pessoa ideal para o momento. Passei para as pequenas alegrias, desisti dos grandes sonhos.
Se isso é bom? Eu realmente não sei.... Mas acho que irei descobrir em breve....

terça-feira, 27 de abril de 2010

o romance perfeito


e me peguei de novo pensando em meu romance perfeito.
Sim, eu já vivi um romance perfeito.
Daqueles que se tornam seu parâmetro para todos os próximos.
E o que constitui um romance perfeito? Bom, isso é difícil, mas acho que o principal é fornecer, naquele momento, tudo o que você buscava. E desta maneira, te fazer plenamente feliz. E o fato de ele ter sido um romance curto (quase um mês) o torna ainda mais perfeito. Porque neste tempo você não consegue capturar muitas coisas ruins da outra pessoa. Só vê o que é bom, só vê o que te agrada. Só vê o que a paixão permite.
E quando o romance chega ao fim, sem grandes dramas, sem traições, sem erros, você tenta superar pensando em o que estava errado. E não acha nada. Nadinha. Nem um migalhinha embaixo do tapete.
Para ser sincero achei por um momento que o romance não era perfeito por que a outra parte já tinha uma vida pronta e plenamente estabelecida (incrível como algumas pessoas conseguem isso tão jovens). Que o bacana de um romance é as duas pessoas estarem no mesmo ponto da vida, para construírem algo juntos.  Mas isso raramente ocorre, e, convenhamos, é bacana mas não essencial.
E em noites frias como essa, dormindo sozinho, eu lembro do meu romance perfeito. Sim, eu sei, é preciso viver o presente e esquecer o passado.... mas deixa, vai, só por uns instantes, sonhar com meu romance perfeito....

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Viva la Vida!!!

Esse texto é do blog do SergioK (http://blog.sergiok.com.br/), mas eu gostei bastante e repasso:


Nós bebemos demais… Fumamos demais… Gastamos sem critérios… Dirigimos rápido demais… Ficamos acordados até muito mais tarde… Acordamos muito cansados… Lemos muito pouco… Assistimos TV demais e rezamos raramente… Multiplicamos nossos bens… mas reduzimos nossos valores…. Nós falamos demais… Amamos raramente e odiamos freqüentemente… Aprendemos a sobreviver, mas não a viver!
Viva la Vida!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

o mundo anda tão complicado.....


Semana passada, em São Sebastião, conheci pessoas felizes.
Pessoas felizes de verdade.
Pessoas simples.
Felizes por pequenas coisas, felizes porque fazia sol naquela semana.
Felizes por viverem em uma cidade bonita.
E eu, pessoa complicada que sou, pensava: "Mas como eles podem gostar de morar aqui? Sem tudo que uma cidade grande nos oferece?"
Mas a vida na cidade nos fez assim. Nos criou necessidades, nos criou costumes. 
Nosso amado café, uma mistura rica de grãos da Colômbia e de um país da longínqua África.
O lindo jeans que foi desenhado em Nova York.
Não vivemos sem chocolate belga.
Nem sem nosso delicioso chá japonês.
Plenamente acompanhado por um biscoito dinamarquês.
Melhor ainda se acompanhado por um filme iraniano!
O sorvete americano, que reúne os melhores ingredientes do mundo.
Mas será que precisamos mesmo de tudo isso para sermos felizes? Será que é tarde demais para sermos como aquelas pessoas da praia? Para acharmos a cidade agitada demais? Para ver mais graça no sossego? Para apreciar mais o simples ir e vir do mar?



terça-feira, 13 de abril de 2010

em São Sebatião

e cá estou eu longe de São Paulo.
Para fazer coletas de invertebrados marinhos para meu doutorado, vim aqui para São Sebastião. Para quem não conhece, as praias daqui são lindíssimas..... Eu estou tendo de ficar a maior parte do tempo no laboratório, mas só de ter a vista do mar já dá uma relaxada.... Relaxada relativa, uma vez que meus experimentos por aqui estão me deixando bem cansado...
Enfim, seguem algumas fotos daqui:







segunda-feira, 12 de abril de 2010

pronto para partir?


De uns dias para cá me veio um pensamento louco....
Estou pronto para morrer?
Não, eu não estou pensando em suicídio, nem estou participando de uma seita louca. Eu apenas pensei assim: Quando chegar a hora de partir deste mundo, eu não quero deixar nada para trás. Eu quero dizer, espero não deixar ninguém bravo, ninguém chateado, nenhum assunto mal resolvido.
Mas isso é bem difícil, não é?
Quantas amizades ficaram para trás, porque "nossos compromissos importantíssimos"nos impediram de se dedicar o suficiente àquele que costumávamos chamar de amigo? Ou então porque um pequeno mal entendido se tornou um problemão?
Relacionamentos que acabaram mal então.... Será que eu não podia ter sido mais compreensivo? Será que mesmo depois de tudo que deu errado, eu não podia ter mandado um e-mail que fosse, dizendo "desculpe por qualquer coisa, espero que ainda possamos ser amigos". Será que dói simplesmente dizer: "eu te perdôo, e espero que você um dia possa me perdoar"? Não, não dói nem um pouco.
Então, para que deixar coisas para trás, não é?
Porque deixar coisas mal resolvidas?
Por isso resolvi, nesta semana, tratar do meu passado.
A gente faz muita besteira na vida. Deixar elas mal resolvidas, é uma besteira maior ainda. Chegou a hora de pedir desculpas, retomar contato, mostrar que eu me importo.
Enfim, deixar tudo pronto. Eu não sei quando vai ser minha hora, mas quando for, não quero deixar nada, nada para trás.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Filme: "Pecado da Carne"

    Eu adoro filmes israelenses. Eles sempre possuem uma sensiblidade ímpar, e uma grande capacidade de nos emocionar. E este não é exceção.
    "Pecado da Carne"trata de um tema bem delicado. O filme conta a história de Aaron Fleischman, um judeu ortodoxo que recebe de herança do pai um açougue kosher. Mas cuidar do açougue demanda muito tempo, e ele acaba contratando um ajudante, o misterioso Ezri. Ezri é um jovem estudante da Torá que acaba de chegar à Jerusalem e está fragilizado afetivamente pelo desprezo do ex-namorado. Pois bem, neste ambiente controverso e cheio de tradições, nasce um romance proibido entre Aaron e Ezri, que ao ser vagamente percebido pela sociedade que os cerca, será duramente combatido.
    Mais do que um filme sobre os conflitos de uma relação homossexual, o filme retrata a sociedade judaica ortodoxa, repleta de tradições seculares, que conflitam com uma nova realidade. É interessante, pois em diversas passagens na escola judáica, percebemos que existe uma visão de que o homem naturalmente comete pecados, e que Deus não quer que o homem viva se limitando, abrindo mão do que o faz feliz. Mas toda essa compressão encontra no relacionamento entre dois homens um limite.
    O filme é muito bonito, com ótimas atuações. Tocante, mas sem cair no melodrama. Recomendadíssimo!  Ah, e corram, porque o filme estreou neste fim de semana, mas está passando em poucas salas.

terça-feira, 30 de março de 2010

Banda da semana: Friendly Fires - Álbum Friendly Fires



Okay, esse álbum não é exatamente novo. Mas eu descobri essa banda algumas semana atrás e o som deles é muito, muito bom....
Os integrantes do Friendly Fires se conheceram no colégio, com 14 anos e montaram sua primeira banda, com um rock mais pesado. Depois, o vocalista Ed Macfarlane lançou, enquanto estava na faculdade, alguns trabalhos solos de música eletrônica. Quando todos já estavam devidamente formados, se reuniram e formaram a nova banda, o Friendly Fires. A base é dance music, mas eles vão muito além disso. Este álbum que cito aqui, começa "Jump in the Pool", que busca ritmos latinos (dá prá perceber uns tamborins na metade!). "Paris", que fez muito sucesso, sendo eleita música da semana por dois jornais de Londres, tem uma ótima batida, que lembra música dos anos 80.
Mas o CD tem várias músicas boas.
"Lovesick", que coloco aqui, é excepcional. A letra descreve uma paixão, e dá vontade de cantar junto. Passagens bacanas:


Don't you know sometimes these things they don't work out?
Best to walk away before your love runs out




A música que fez mais sucesso aqui (ainda toca freqüentemente na Oi FM) é "Skeleton Boy". A música é bem mais fiel à tradicional escola eletrônica, mas é perfeita para dançar.



Para terminar, uma música que não está neste CD, mas que é bem bacana, "Kiss of Life". A música é a declaração oficial de amor da banda pelo samba. O clipe conta com participação de percurssionistas e tem pique de samba do bom..... Recomendadíssimo!




segunda-feira, 29 de março de 2010

o produto


Sim, nós somos um produto.
Não como estes que compramos no supermercado. Os outros bem que tentam nos impor rótulos, mas nós somos diferentes.
Somos o produto de tudo o que nos acontece.
Como postei há algumas semanas no twitter, "Eu sou eu, minhas convicções e minhas recordações". Os fatos de nossa vida definem em muito como nos portamos. As paixões que acabaram mal levam embora junto nossa coragem em acreditar em um novo amor. Os momentos felizes criam recordações que sempre irão nos trazer um sorriso.
Mas as pessoas não nos enxergam assim.
Elas apenas vêem o produto pronto.
Lêem o rótulo que nos foi colocado.
Verificam o que é bom, mas se atém ao que é ruim.
No fim das contas, estamos todos no mesmo barco, com o mesmo nível de imperfeições. Mas o processo que nos definiu como somos, este é que nos faz especiais.
Por isso, eu recomendo. Nunca resuma alguém ao que esta pessoa acabou de comentar. Nunca resuma alguém à sua reação num momento difícil. Todos temos nossas histórias. E você nunca sabe porque às vezes uma simples bobagem faz alguém tão feliz. 


quinta-feira, 25 de março de 2010

um momento feliz


Não me canso de ver essa foto do final de semana que passei com meus amigos em Ibiúna. Nós tivemos a brilhante idéia de ver quem conseguia colocar mais pessoas em um caiaque para 2 remadores. No momento da foto estávamos em 4, com o caiaque já quase afundando, mas chegamos a colocar 6 pessoas!
Meu, rimos horrores..... Houve momentos em que minha barriga doía de tanto rir! Momento perfeitos, que me lembrarei para sempre!

quarta-feira, 24 de março de 2010

porque nós amamos o desafio.....

    Ontem eu estava trabalhando nas minhas coisas do doutorado. Tudo ia muito bem, experimentos com resultados promissores. Mas quando fui juntar meus dados, percebi que ainda haviam muitos problemas a ser resolvidos, e que, na verdade, eu apenas havia resolvido uma pequena parcela dos problemas presentes até então. Foi o momento em que não consegui mais vencer o cansaço e pensei: Puxa, não está mesmo fácil. E logo em seguida me veio outro pensamento: que bom que está difícil.
    É um fato, adoro desafios. Lembro do final do meu mestrado. Já havia feito todos os experimentos mais complicados e apenas passava os dias repetindo alguns procedimentos para melhorar um pouco os dados. Eram dias bem monótonos.
    Agora, neste início de doutorado, os problemas são imensos em comparação à outrora. Cada passo é uma nova peleja, e sua resolução, uma vitória. Sofro muito com cada dificuldade, quebro a cabeça, mas isso só me estimula mais.
    E analisando friamente, isto acaba valendo para tudo na vida. Os amores que mais nos marcam são aqueles repletos de dificuldades e incompatibilidades, que exigem muito mais dedicação e cuidado. Amores que funcionam plenamente desde o começo, sem questões e sem alguns (poucos) problemas não tem a mínima graça.
    A raça humana é movida pelos desafios. Dominamos o fogo, inventamos as redes de abastecimento e tratamento de esgoto, criamos a lâmpada, descobrimos medicamentos, criamos a internet. Todos estes feitos, considerados entre os maiores da humanidade, são produto da busca pela superação de desafios.
    Sócrates, na antiga Grécia já sabia disso. Por isso termino esse post com sua frase: "Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida".

segunda-feira, 22 de março de 2010

uma outra estação


Eu tive um ótimo final de semana. Um lugar lindo, ao lado de pessoas que amo muito.
E então decidi que é hora de mudanças.
É hora de reavaliar algumas atitudes
E recomeçar.
Chegou uma outra estação.
A primavera se foi, mas eu estou bem com isso.
Vamos por partes:
Primeiro, desculpas. Desculpas sinceras à quem eu machuquei com meu post anterior "nossa imperfeição", que foi devidamente removido. Ficar contente com a tristeza do próximo é vergonhoso. Divulgar isso, é torpe. Por isso peço desculpas. Tanto ao alvo do post quanto àqueles outros que o leram. E agora eu digo: Isso passou. Estou em outra estação. Àquela pessoa de outrora, eu desejo sinceramente que seja feliz. Sério mesmo. Pois só teremos alegria completa quando esta for compartilhada por todos.
Segundo: Este fim de semana realmente me fez pensar em muita coisa. Uma delas é que eu, de fato, não tenho do que reclamar nesta vida. Eu acho que finalmente sei o que eu quero ser quando crescer, eu tenho amigos maravilhosos, enfim, eu realmente tenho vários motivos para estar alegre neste momento.
Terceiro: Apesar das conclusões do item anterior: existe uma coisa que ainda me perturba, e que quem me segue no twitter já deve ter notado. Eu ainda sinto falta de algo, algo que eu não sei bem o que é. Não sei, parece que é algo que eu já tive, e não tenho há algum tempo, mas eu não sei o que é. Talvez esse seja meu maior objetivo na vida:  descobrir o que me falta para ser de fato feliz.

quinta-feira, 18 de março de 2010

que pena....


okay, últimos dias com muito trabalho, mas estou de volta.
Vamos lá:
Hoje aconteceu algo interessante. Eu saía do condomínio para passear com os cachorros quando vi uma jovem muito bonita. Bonita, bem vestida, bem maquiada. Sua pele era morena escura. Um tom de pele lindo. E quando nossos olhares se encontraram, quando vimos um o rosto do outro, percebemos que compartilhávamos algo. Assim como eu, ela também tinha vitiligo. Para quem não sabe, vitiligo é aquela doença onde você para de produzir melanina, a substância que dá cor a nossa pele. Ninguém sabe ao certo a causa da doença, mas parece que o emocional é de fundamental importância para que ela se desenvolva.
Pois bem.
Eu sou bem branquinho, então não é tão trivial reconhecer minha descoloração em alguns pontos do rosto. Mas nesta jovem, pelo tom de pele moreno escuro, era impossível esconder.
Porém, o ponto que queria tocar surgiu logo adiante. Pelas minhas cachorras andarem um pouco devagar, a jovem passou à minha frente. E logo adiante havia um senhor esperando para usar o Orelhão. Ele olhou para a jovem, admirando sua beleza. Mas foi bem claro o instante em que ele percebeu seu problema de pele. Seu ar de admiração se converteu instantaneamente em um ar de pena. Ele a acompanhou com o olhar. Não mais focando seu corpo, mas sim, a mancha em seu rosto. Seus pensamentos eram decifráveis com facilidade: "Tão linda, mas com essa mancha, coitada!"
Naquele momento, eu me senti muito mal. Não apenas mal pela jovem, não apenas por mim, que compartilho do problema. Mal pela humanidade. Por uma humanidade que nos resume a um ideal. Temos de ser magros, brancos, fortes, com pele perfeita, corpos sem qualquer deficiência. Ou somos alvo de piedade. A frase "é tão bonito(a), que pena que seja ______!". Já quase se tornou um clichê. E nossa sociedade de aparências se fortalece. Se engrandece.
As diferenças não merecem pena. Merecem respeito. Todos, todos temos imperfeições. Tê-las valorizadas por outrem machuca, e muito. Mesmo que estes não o façam para caçoar, nos entristece.
As diferenças, mesmo àquelas que nos prejudicam um pouco, nos fazem únicos. Mas devemos ser vistos pelo nosso conjunto, ou no máximo por nossos pontos fortes. A pena nunca levou alguém muito longe. Já um elogio sincero ou um reconhecimento por um trabalho bem feito, estes, estes podem nos levar muito longe.

sábado, 13 de março de 2010

desenho animado muito bom

Acabei de assistir esse desenho animado no youtube e adorei. Assistam:

E nunca esqueçam do gelo!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Gaga in Wonderland

Uma paródia feita com clipes da cantora Lady Gaga e com o trailer do filme "Alice no País das Maravilhas" mostra como a artista combina com o estranho mundo do clássico, por ser também uma figura peculiar.
O vídeo ficou muito bom, confiram:


Clipe novo de Lady Gaga: Telephone

Com Lady Gaga a gente sempre espera algo bombástico. Mas desta vez ela se superou. Acaba de sair o clipe de seu novo single, "Telephone", que conta com a participação de Beyoncé. O clipe é quase um curta metragem. Bem feito, provocativo, chocante. Tudo o que esperamos de Gaga. Em suma, perfeito.
Assistam:

ninguém disse que ia ser fácil....

    Pois é, ninguém disse que ia ser fácil.
    Ninguém disse que as pessoas seriam compreensivas.
    Ninguém disse que elas iriam nos respeitar.
    Mas eu sou assim, eu acredito nas pessoas. Realmente acho que no fundo todos tem boa índole, que no fundo, todos desejam o bem do próximo. E então confio nelas, e digo coisas que poderiam ser usadas de volta contra mim. E elas usam.
    Viver em sociedade não é fácil, ainda mais quando você não segue todos os pré-requisitos da "normalidade". Você se torna alvo, se torna estranho. É preciso ser uma fortaleza impenetrável à maldade alheia, ou então você desmorona no primeiro ataque.
    É hora de juntar os tijolos caídos.
    E reconstruir.
    Mas dessa vez, uma fortaleza mais forte.

quinta-feira, 11 de março de 2010

filme: "Direito de Amar"

    E um belo dia, um estilista de muito sucesso resolveu fazer um filme. Pois é, "Direito de Amar"é o primeiro filme do estilista mega bem sucedido Tom Ford. Mas do que dirigir, Tom também escreveu o roteiro e bancou o filme.
    Mas a dúvida seria: e Tom Ford fez um bom trabalho? Não, Tom Ford não fez um bom trabalho. Tom fez um trabalho maravilhoso, honrando seu conhecido toque de Midas. O filme é lindíssimo. Nada escapou à busca compulsiva do diretor pela perfeição. Os figurinos são magníficos, todas as pessoas que aparecem são bonitas (mesmo os figurantes ao fundo) e a fotografia é soberba. Existem cenas que, se fossem pausadas e impressas, renderiam quadros lindos e tocantes.
    Mas vamos a história. O filme se passa em 1962. O professor de literatura George Falconer perdeu, há 6 meses, o homem de sua vida, com quem passou 16 anos junto em segredo da sociedade. Seu namorado, Jim, morreu em um acidente de carro, e sua família só o avisa dois dias depois do ocorrido, deixando claro que não o quer no funeral.  E neste dia, 6 meses após a morte de Jim, George decide se suicidar. O filme mostra como é este dia na vida de George, todos seu preparativos para o pior que virá. Pode parecer uma história depressiva ao extremo, mas, acredite, é um dos melhores filmes que já assisti. O ator que faz George, Colin Firth, está excelente no papel, tanto que foi indicado ao Oscar deste ano. Ele nos passa toda a dor da vida de George, que teve de esconder de todos tudo o que lhe era importante na sua vida, tudo o que lhe fazia feliz, e que agora lhe foi levado.
    O filme também nos faz refletir muito. Os personagens tem muito de sua vida concentrada no passado, no que perderam, no que deixaram de fazer, o que acaba por definir seu estado de tristeza e isolamento. Mesmo o futuro é projetado como o prolongamento do que é viver sofrendo por aquilo que perdemos. Será que não agimos assim por vezes também?
    Segue o trailler. Mas não deixem de ver o filme.

terça-feira, 9 de março de 2010

Banda da semana: Hot Chip - Álbum One Life Stand

 
 Muito provavelmente você já ouviu falar do Hot Chip. Eles já vieram ao Brasil (em 2007) e seu último CD,   Made in the Dark, teve músicas que fizeram sucesso aqui, especialmente "Ready for the Floor", aquela com o clipe com o vocalista fantasiado de coringa (sensacional!!!)
    Mas um problema clásssico do Hot Chip era a falta de unidade de seus CDs. No "Made in the Dark", por exemplo, havia músicas totalmente prontas para cair na balada, como "Shake a fist", e outras calmíssimas, como "Made in the Dark", que dava nome ao CD. A impressão era que você não estava ouvindo a mesma banda ao longo do CD.
    Bom, neste quarto CD isso mudou. O CD é muito coeso. Menos dançante com mais destaque para a quase angelical voz de Alexis Taylor, o CD é uma delícia de ser ouvido. Confesso que a primeira vez que escutei pensei:  "mas cadê toda a animação de Ready for the Floor"? Mas na segunda vez eu já me apaixonei perdidamente.
    Minha música preferida foi "I feel better". A batida é muito boa, e a letra é bem escrita, com preciosidades como estes versos:

Nothing is wasted and life is worth living
Heaven is nowhere, just look to the stars
There is a day that is yours for embracing
Everything's nothing, and nothing is ours
Nothing is wasted and life is worth living (I only want one night)



Vejam o clipe (não oficial):

Bem, espero que gostem da banda. Deixem comentários!

segunda-feira, 8 de março de 2010

eu vou ficar em silêncio



Eu decidi
vou ficar em silêncio.
Ignorar as ofensas
os desafios,
as provocações.
Ignorar sua falta de senso,
sua falta de companheirismo.
Não irei opiniar.
Não irei tentar te ajudar.
Pois lutar contra seu ego
é uma luta vencida.
E você é o único perdedor......

quinta-feira, 4 de março de 2010

Amar | Carlos Drummond de Andrade


Que pode uma criatura senão,

senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

sejamos honestos

    Okay, sejamos honestos.
    Eu sou impaciente e difícil de conviver.  É um fato e eu nunca escondi isso (na real, até divulgo mais do que eu deveria). Mas se tem algo que me irrita muito, mas muito mesmo, é gente que não reconhece meu valor.
    É claro que eu não sei tudo. Mas existem algumas poucas coisas que eu domino razoavelmente. Sei admitir quando não sei algo. Não tenho vergonha de dizer "não sei", ou, mais freqüentemente,  "desculpe, esqueci". Mas se eu sei algo, eu sei de fato.
    Talvez seja a característica mais marcante do ser humano, buscar ser reconhecido. Bem ou mal, uma boa parte das ações de nosso dia-a-dia são buscando reconhecimento. Ou então divulgamos o que fazemos, buscando o mesmo. Todos o fazem. Por isso, não me sinto tão culpado pelo que sinto agora.
    Sejamos honestos. Eu não sou perfeito. Sou impaciente e difícil de conviver. Mas tenho meu valor, como todos. E quero meu reconhecimento, como todos....

Banda (artista) da semana: Blake Lewis - Álbum "Heartbreak On Vinyl"

    Okay, semana difícil e com muito trabalho. Eu precisava de músicas animadas. Por isso, minha escolha recaiu sobre o novo álbum de Blake Lewis, "Heartbreak On Vinyl".
    Tudo bem, Blake ficou famoso através do programa "American Idol", o que o torna tudo menos Indie, mas este CD é realmente bom. Como brilhantemente definiu Blake, é um álbum de Eletro-Pop. Muito mais uniforme que o primeiro álbum (Audioday Dream) e com menos beat-box do que costumavam ser as perfomances do cantor, as músicas estão prontas para serem jogadas na pista. É o caso daquela que dá nome ao álbum "Heartbreak on Vinyl", que até já ganhou remixes por aí:


Gostei muito também de "Left my baby for You", que tem falsetes ótimos no refrão:

Bom, fica a dica do álbum, depois me digam o que acharam.