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quinta-feira, 11 de março de 2010

filme: "Direito de Amar"

    E um belo dia, um estilista de muito sucesso resolveu fazer um filme. Pois é, "Direito de Amar"é o primeiro filme do estilista mega bem sucedido Tom Ford. Mas do que dirigir, Tom também escreveu o roteiro e bancou o filme.
    Mas a dúvida seria: e Tom Ford fez um bom trabalho? Não, Tom Ford não fez um bom trabalho. Tom fez um trabalho maravilhoso, honrando seu conhecido toque de Midas. O filme é lindíssimo. Nada escapou à busca compulsiva do diretor pela perfeição. Os figurinos são magníficos, todas as pessoas que aparecem são bonitas (mesmo os figurantes ao fundo) e a fotografia é soberba. Existem cenas que, se fossem pausadas e impressas, renderiam quadros lindos e tocantes.
    Mas vamos a história. O filme se passa em 1962. O professor de literatura George Falconer perdeu, há 6 meses, o homem de sua vida, com quem passou 16 anos junto em segredo da sociedade. Seu namorado, Jim, morreu em um acidente de carro, e sua família só o avisa dois dias depois do ocorrido, deixando claro que não o quer no funeral.  E neste dia, 6 meses após a morte de Jim, George decide se suicidar. O filme mostra como é este dia na vida de George, todos seu preparativos para o pior que virá. Pode parecer uma história depressiva ao extremo, mas, acredite, é um dos melhores filmes que já assisti. O ator que faz George, Colin Firth, está excelente no papel, tanto que foi indicado ao Oscar deste ano. Ele nos passa toda a dor da vida de George, que teve de esconder de todos tudo o que lhe era importante na sua vida, tudo o que lhe fazia feliz, e que agora lhe foi levado.
    O filme também nos faz refletir muito. Os personagens tem muito de sua vida concentrada no passado, no que perderam, no que deixaram de fazer, o que acaba por definir seu estado de tristeza e isolamento. Mesmo o futuro é projetado como o prolongamento do que é viver sofrendo por aquilo que perdemos. Será que não agimos assim por vezes também?
    Segue o trailler. Mas não deixem de ver o filme.

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