domingo, 28 de fevereiro de 2010
Música: Title and Registration, do Death Cab for Cutie
Com certeza todos já sabem que adoro Death Cab for Cutie. Mas esta música é particularmente bacana. A batida é muito agradável, sem grandes sobressaltos. E a letra tem toda a beleza que só Benjamin Gibbard consegue traduzir em palavras com tanta graça. A música tem um tom de melancolia, que ocorre ao achar fotos antigas da pessoa amada no porta-luvas do carro. E quem de nós nunca teve um destes momentos, de lembrar de um amor que acabou e sentir uma tristeza bem apertada, não é?
O que é mais bacana é que o clipe desta música também é muito bem feito. No clipe, Ben Gibbard está na mesa de cirurgia, para fazer um transplante de coração. E os médicos são os outros membros do Death Cab! A expressão do Chris Walla quando a cirurgia não parece estar indo bem é impagável..... Mas, voltando à cirurgia: quando eles vão operar, nada de sangue ou órgãos realistas. Tudo é feito de papel, com lindos jogos de luz. O efeito é belíssimo.
Seria bom se fosse assim, né? Quando acabosse o amor, nossos melhores amigos abririam nosso peito e trocariam nosso coração machucado por um novo...... Mas temos de reconstruí-lo por nos mesmos...
Enfim, segue o clipe e a letra da música:
Title And Registration
Death Cab For Cutie
The glove compartment isn't accurately named
And everybody knows it.
So i'm proposing a swift orderly change.
Cause behind its door there's nothing to keep my fingers warm
And all i find are souvenirs from better times
Before the gleam of your taillights fading east
To find yourself a better life.
I was searching for some legal document
As the rain beat down on the hood
When i stumbled upon pictures i tried to forget
And that's how this idea was drilled into my head
Cause it's too important
To stay the way it's been
There's no blame for how our love did slowly fade
And now that it's gone it's like it wasn't there at all
And here i rest where disappointment and regret collide
Lying awake at night
There's no blame for how our love did slowly fade
And now that it's gone it's like it wasn't there at all
And here i rest where disappointment and regret collide
Lying awake at night (up all night)
When i'm lying awake at night.
Postado por stillwalking às 18:34 0 comentários
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Coleção Adidas Star Wars
Existem duas coisas que gosto muito. Uma é tênis da Adidas Originals. Eles são confortáveis e tem um estilo super bacana. Alguns são verdadeiras obras de arte, prontas para uma exposição contínua e ininterrupta por toda a cidade. A outra coisa que gosto é Star Wars. Os filmes são bem feitos, tem efeitos incríveis e uma ótima história.
Pois bem, minhas duas paixões se uniram. A Adidas está lançando a coleção Death Star, com tênis, camisetas, blusões, alusivos ao universo Star Wars. Mais do que isso, eles criam um website muito bacana, onde o Império Galáctico finalmente encontra você: http://www.adidas.com/campaigns/deathstar/content/Default.aspx?cc=br . Demora para carregar, mas, acreditem, vale a pena.
Mas vamos ao que importa: A coleção. As camisetas caem um pouco no óbvio, com estampas relacionadas aos personagens da série, como essa, alusiva à batalha de naves do episódio 4:
Postado por stillwalking às 21:05 1 comentários
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Filme: "Um Homem Sério"
A história é sobre Larry Gopnik, um judeu professor de física, em 1967, pai de família e extremamente dócil. Em seu dia-a-dia, Larry é incapaz de se colocar em primeiro lugar em nada, sempre fazendo o que é considerado certo, qual é julgada a atitude mais nobre. Diante disso, sua família s aproveita dele a todo instante, com uma filha que lhe rouba dinheiro e um filho que só precisa de Larry para arrumar a antena de casa. Mas o pior é sua esposa, que lhe pede o divórcio por querer casar-se com um amigo de Larry. Mais: ela pede que Larry abandone a casa, para que ela não fique mal falada, e exige um divórcio religioso, como manda suas crenças.
Larry representa não um homem sério à sua comunidade, que o vê como um fraco. Em realidade, ele é um homem que busca seguir todos os desígnios divinos, o que leva a situações que beiram ao cômico, como a busca de respostas junto aos seus rabinos.
Enfim, é um ótimo filme (por mais que várias pessoas que também estavam no cinema tenha reclamado horrores do final abrupto), que diverte e te faz pensar. Te faz pensar no fato de que, no mundo em que vivemos, não dá mesmo para ser muito bonzinho.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
de fato, viver não é simples
E, de fato, viver não é simples.
Exige cuidado,
Exige um certo desapego.
Às vezes, parece meio sem sentido....
Parece que todo esforço é em vão.
Parece que inexiste um objetivo.
E tudo em que conseguimos pensar
são nos erros cometidos,
nos pequenos mal entedidos,
que incendiaram nossa amizade.
Mas no final das contas, é bom pensar,
e tentar praticar,
o amor ao próximo.
Eu nem sei porque exatamente estamos aqui.
Mas acho que tentar fazer as pessoas ao nosso redor felizes,
é um bom começo.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Banda da semana: Mickey 3D - Álbum "La grande évasion
Talvez o nome desta banda lhe passe a impressão de um parentesco com os estúdios Walt Disney. Ledo engano. Trata-se de uma banda francesa, Formada em 1997, na cidade de Saint-Etienne. O nome seria uma alusão ao nome do vocalista "Mickaël Furnon", (Mickael seria similar a Mickey) e 3 pelo fato de eles serem um trio.
Seu primeiro álbum é de 1999, "Mistigri Torture", e o albúm que recomendo aqui, "La grande évasion", o sexto álbum da banda, é de 2009.
As músicas tem uma pegada pop, com uma batida bem bacana."1988" é o tipo de canção capaz de aliar a pegada indie-pop com o clima e elegância próprias da língua francesa. Acredito que mesmo quem não entenda o idioma vai apreciar a música:
Méfie-Toi L'escargot é o primeiro single do CD. Tem uma batida eletrônica, e um clipe bem bacana. Adorei as partes do pai cantando todo feliz no carro, e do escargot brilhante:
(esse vídeo não pode ser incorporado)
Por último recomendo "personne n'est parfait", que também é muito bacana.
Bom, vejam o vídeo e me digam se gostaram. Já aviso que é super difícil achar para download as músicas, mas quem quiser me avisa que eu mando por e-mail.
Me digam se gostaram!
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
fazendo escolhas
Desde muito pequenos somos postos a decidir. Seremos alunos estudiosos ou alunos bacanas que sentam no fundão? É uma questão relativamente simples, mas que constrói sua imagem (algo muito importante na infância, e mais ainda na adolescência) e que vai definir muita coisa, seus amigos entre elas.
De uma certa forma, escolhemos os amigos. Não escolhemos por quem teremos simpatia, mas escolhemos aos quais iremos dedicar nosso tempo e fazer especiais.
Não escolhemos nossa orientação sexual. Bem como não escolhemos por quem iremos nos apaixonar. Seria muito prático escolher por quem iríamos passar horas dedicando nossos pensamentos, nossos desejos e, em algum momento, nossas lágrimas. Mas infelizmente não é assim. Ou felizmente. Talvez a escolha fizesse a paixão perder um pouco de seu encanto.
Escolhemos nosso curso na faculdade, escolhemos no que iremos trabalhar. Mas escolhemos com restrições, dado que ambas as escolhas são produtos de nossas aptidões naturais. E essas, essas a gente não pode mesmo escolher.
Escolhemos levar uma vida saudável e dedicada a nossa elevação espiritual. Ou escolhemos uma vida mundana recheada de prazeres.
Alguns chegam a ter momentos de escolher viver ou morrer.
Eu disse que não escolhemos por quem nos apaixonamos. Isso é um fato. Mas somos nós quem escolhemos se iremos investir nessa paixão. Se iremos começar a plantação, se nossa terra está pronta para receber as sementes do amor. Escolhemos se queremos cultivar este amor, ou simplesmente deixar as sementes morrerem secas (ver post "E então a plantação acabou"). Escolher investir no amor é uma escolha de riscos. O amor pode nos fazer felizes, mas pode nos fazer sofrer muito também.
E as vezes a escolha pode machucar outras pessoas. Dizer a alguém que você não escolheu o seu amor, as suas sementes, é complicado.
Fazer escolhas é fazer renúncias. Você escolhe uma coisa em detrimento de outra. E espera não se arrepender.
Tenho um pouco de medo de fazer escolhas. Acho que todos temos. Mas em alguns momentos, a escolha acontece naturalmente. Quando percebemos, nosso coração já se decidiu. A renúncia já aconteceu.
A plantação pode começar...
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Música: Passenger Seat, do Death Cab for Cutie
Enfim, o objetivo desse meu post é trazer para vocês uma música deles que gosto muito, chamada "Passenger Seat".
A primeira vista, é uma música muito simples. Mas a simplicidade pode ser agradável, não? A melodia é muito gostosa, com um piano muito bem dedilhado. E a letra, que pode a primeira vez soar um pouco boba, traz algumas passagens interessantes, como:
With my feet on the dash
The world doesn't matter.
O que seria algo como : "Com meu pé no acelerador/ O mundo não importa". Como eu também compartilho deste gosto pelo escapismo sobre quatro rodas, amo esta passagem.
Mas do que isso, a letra guarda umas declarações de amor lindíssimas, que dão vontade de estar apaixonado, só prá mandar estes versos para a outra pessoa:
When you feel embarrassed then i'll be your pride
When you need directions then i'll be the guide
For all time.
For all time.
Que significariam algo como: Quando se sentir envergonhado, eu serei seu orgulho/ Quando se sentir perdido, eu serei seu guia/ Para sempre/ Para todo o sempre. Lindos os versos, não?
Bom, seguem-se um clipe (não oficial) da música e a letra inteira. Me contem se gostaram!
Passenger Seat
Death Cab For Cutie
I roll the window down
The darkest country road
And the strong scent of evergreen
From the passenger seat as you are driving me home.
I strain my eyes and try
To tell the difference between shooting stars and satellites
From the passenger seat as you are driving me home.
I ask and you smile.
With my feet on the dash
The world doesn't matter.
When you need directions then i'll be the guide
For all time.
For all time.
Postado por stillwalking às 15:21 1 comentários
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
filme: "Preciosa
Minha dica de cinema de hoje é "Preciosa".
O drama estreou há bem pouco tempo, e está indicado a seis prêmios no Oscar 2010. Nas categorias principais, concorre a melhor filme, direção, atriz (a estreante Gabourey Sidibe) e atriz coadjuvante (para a apresentadora da TV americana Mo’Nique). Essa última faz a mãe da personagem principal, e, de fato, trabalha muito bem.
A personagem principal, cujo nome é Claireece Precious Jones (daí o nome do filme), é uma garota negra, de 16 anos, semi-analfabeta, extremamente pobre e que espera o segundo filho. Se não bastasse isso, o pai das crianças é o próprio pai de Precious, que a violenta sexualmente desde pequena. Não bastasse isso, a menina tem ainda de lidar com o desafeto de sua mãe, que a culpa por ter tido relações com o pai (como se a garota pudesse fazer algo).
O filme é realmente muito bom. Um pouco lento em alguns pontos, chocante em outros, com algumas falhas técnicas como mcrofones aparecendo, mas nada disso apaga a luz do excelente trabalho das atrizes.
A estreante Gabourey Sidibe (Precious), transmite com perfeição as aflições de sua personagem, e Mo'nique é ainda melhor, causando aos espectadores profunda repudia na maior parte dos momentos, e pena em alguns poucos.
Prestem atenção nas participações de Mariah Carey, como assistente social (surpreendentemente bem no papel) e Lenny Kravitz, como um enfermeiro muito querido por Precious e suas amigas.
Enfim, recomendo fortemente que vocês assistam o filme. Mas já aviso, é uma história triste. Especialmente porque sabemos que ela acontece todos os dias por aí, especialmente aqui em terras brasileiras....
Postado por stillwalking às 14:31 1 comentários
culpado?
Ás vezes me sinto culpado.
Ás vezes me sinto culpado de não estar ao seu lado.
Ás vezes me sinto culpado de pelo que faço.
Ás vezes me sinto culpado do que deixo de fazer.
Ás vezes me sinto culpado por pensar demais em mim.
Ás vezes me sinto culpado por pensar demais em você.
Mas, sou culpado?
Sou errado de querer minha felicidade?
Sou errado de querer viver o momento?
Ainda estou na colheita.
E enquanto não chega a hora da nova plantação,
continuo culpado.
Postado por stillwalking às 14:16 1 comentários
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
you could be happy (continuação do post anterior)
You Could Be Happy
Snow Patrol
But you weren't happy the day I watched you go
And all the things that I wished I had not said
Are played on loops 'till it's madness in my head
But not our last days of silence, screaming, blur
Most of what I remember makes me sure
I should have stopped you from walking out the door
You made me happier than I'd been by far
Somehow everything I own smells of you
And for the tiniest moment it's all not true
Without me there to hold you back, don't think, just do
More than anything I want to see you go
Take a glorious bite out of the whole world
Postado por stillwalking às 23:58 1 comentários
apenas escrevendo
E um dia você percebe.
O mundo não é completo sem alguém para dividi-lo.
Mesmo os maiores sonhos não são impossíveis se há alguém para te encorajar a prosseguir neles.
Não é impossível ser feliz sozinho. Mas não é fácil.
Quantidade, definitivamente, não é qualidade.
Um amor de verdade é muito difícil de ser esquecido, não importa como ele tenha acabado.
É muito fácil se sentir sozinho na multidão.
Nada na vida é melhor do que o abraço da pessoa amada.
Amores vão e vêm. Mas alguns são inesquecíveis.
E tudo, tudo, se resume a um olhar. Por que quando amamos, palavras são desnecessárias....
(eu simplesmente comecei a escrever, sem pensar, e saiu isso. Espero que vocês gostem)
Postado por stillwalking às 23:35 1 comentários
Banda da semana: The Decemberists - Álbum Hazards of Love
Okay, essa semana um banda menos triste.
O "The Decemberists"é uma banda dos Estados Unidos, do Oregon, formada em 2001. Seu som é difícil de classificar, algo como indie rock, com pitadas de rock progressivo e um pouco de folk. Mas o que mais hama atenção na banda é sua criatividade. Algumas de suas músicas contam com instrumentos como xilofone e acordeão.
Mais o que mais gosto deles é que eles fazem álbuns conceituais. E esse CD em particular segue bem isso. "Hazards of Love" não é uma coleção de canções, mas sim uma história de amor contada através de canções. Literalmente. No álbum são apresentadas três personagens: Margaret, William e a malévola Rainha da Floresta. Resumidamente, Margaret e William apaixonam-se perdidamente, e a Rainha da Floresta, mãe de William, opõem-se ao namoro do filho. O desenrolar dos acontecimentos é cíclico e algo repetitivo, embora traga alguns componentes interessantes do ponto de vista musical: cada personagem é interpretada por um cantor diferente, o que eu achei uma idéia sensacional. A sensação que temos ao ouvir o CD é de estar escutando o áudio de um espetáculo teatral. Mas e a música?
Bom, a música é ótima. Coloque no áudio, comece a fazer outra coisa e depois de alguns minutos você vai querer parar tudo para apenas se concentrar no som.....
É verdade que em alguns momentos o álbum se torna um pouco repetitivo, mas no geral ele é apaixonante.
A primeira faixa é "The Hazards of Love part 1", confiram:
e
Gostei bastante também de "The wanting comes in waves", que começa com som de harpas e depois usa de guitarras, no mais puro rock. É de arrepiar.
Bom, espero que vocês gostem.
Mandem sua opinião.
Ah, podem me mandar sugestões de bandas da semana também!
PS: Um blog religioso diz que nós devemos fugir do "The Decemberists". Isso só aumentou meu amor pela banda....
Postado por stillwalking às 18:38 0 comentários
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Um dia irresponsável
Eu queria ter um dia totalmente irresponsável.
Um dia só para mim.
Para sair da rotina.
Um dia em que eu não pensasse nas conseqüências dos meus atos.
Só no quanto de prazer eles me trariam.
Um dia onde eu não engoliria um desaforo sequer.
Eu os mascaria bem e cuspiria de volta.
Um dia onde diria a algumas pessoas algumas verdades.
E alguns impaupérios também.
Um dia em que eu faria uma tatuagem grande nas costas.
E faria um furo com alargador na orelha.
Pois nesse dia, eu não pensaria no que os outros diriam.
E nesse dia eu sairia sem destino.
Em alta velocidade.
Só buscando diversão.
Comeria no melhor restaurante.
Beberia o melhor Dry Martini.
Dançaria no melhor clube.
Até o dia amanhecer.
Sem me preocupar com o dia seguinte.
Sem me preocupar com desculpas no trabalho.
Sem me preocupar com minha saúde ou com a ressaca do dia seguinte.
Pois no meu dia de irresponsabilidade, o que importaria era se divertir.
Mas eu não sou assim.
Por isso, fico só imaginando.
Só sonhando.
Com meu dia irresponsável.
E concluindo:
Mas que irresponsabilidade seria!
Postado por stillwalking às 23:48 2 comentários
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
qu'est que je veux?
Eu estava pensando em que iria fazer no carnaval, no fato de não ter convites concretos para coisa alguma nestes dias, quando pensei: mas afinal, o que eu quero? Mais: aos 26 anos de idade, eu deveria saber o que eu quero para minha vida?
Nossa, nem sei por onde começar.
Eu já terminei a faculdade e o mestrado. Estou no começo do doutorado. E depois?
Minha recordação mais marcante de infância é o fato de que eu tinha muito medo de crescer. Tinha medo de perder as pessoas que amava da minha família, medo de ter responsabilidades, medo de ter de caminhar com as próprias pernas.
E tantos anos depois, o que mudou? O medo de perder as pessoas ainda existe (em realidade, acho que ele cresceu). O medo de ter responsabilidades sumiu. Mais a questão de andar com as próprias pernas se transformou. Não tenho mais medo de andar. Tenho dúvidas de para onde andar.
Pode parecer uma questão simples, mas eu vivo de metas e objetivos. E às vezes eu me sinto sem uma meta mor em minha vida. Existem objetivos claros de curto prazo, como acabar o doutorado, mas a questão é..... onde isso tudo irá me levar?
Dias desses um amigo fez a famosa piada de que o mundo ia acabar em 2012 e por isso não precisamos nos preocupar muito com nada. Eu respondi que o mundo não podia acabar tão cedo, pois eu ainda tinha muitos sonhos para realizar, coisas a fazer. Ele me pediu alguns exemplos. Pois é, não consegui dar nenhum. Mas, precisamos ter sonhos a realizar?
Talvez eu tenha nascido velho. Fui uma criança com medo de crescer. Sou um jovem sem grandes certezas. Como serei aos 60 anos?
Enquanto isso, vou vivendo um dia de cada vez.
Um objetivo pequeno por vez.
São e feliz.
Na medida do possível.
(a música seguinte, do Death Cab for Cutie, combina muito com esse post)
Soul Meets Body
Death Cab For Cutie
Composição: Benjamin Gibbard
I want to live where soul meets body
And let the sun wrap its arms around me
And bathe my skin in water cool and cleansing
And feel, feel what it's like to be new
Cause in my head there's a Greyhound station
Where I send my thoughts to far-off destinations
So they may have a chance of finding a place where they're far more suited than here
And I cannot guess what we'll discover
When we turn the dirt with our palms cupped like shovels
But I know our filthy hands can wash one another's
And not one speck will remain
And I do believe it's true that there are roads left in both of our shoes
But if the silence takes you then I hope it takes me too
So Brown Eyes I'll hold you near cause you're the only song I want to hear
A melody softly soaring through my atmosphere
Where soul meets body
Where soul meets body
Where soul meets body
And I do believe it's true
That there are roads left in both of our shoes
If the silence takes you then I hope it takes me too
So Brown Eyes I'll hold you near cause you're the only song I want to hear
A melody softly soaring through my atmosphere
A melody softly soaring through my atmosphere
A melody softly soaring through my atmosphere
A melody softly soaring through my atmosphere
Postado por stillwalking às 14:12 2 comentários
Human Calendar
Achei super criativa a proposta deste site. É um calendário com fotos das pessoas. Ok, é melhor vocês verem do que eu tentar explicar:
Postado por stillwalking às 08:32 1 comentários
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
certo, respira, 1, 2, 3, 4....
Okay, eu sou muito nervoso.
Nervoso.
Chato.
Levo tudo a ferro e fogo.
Impaciente.
Por isso eu vou contar.
1, 2, 3, 4
Okay, estou respirando.
Mas adianta ficar nervoso?
Minha gastrite dói.
Meu vitiligo prolifera.
Minha cabeça dá pontadas.
Crio inimizades.
Adianta?
Não, adiantar não adianta. Mas eu não consigo me controlar.
E por isso conto.
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
E então a plantação acabou....
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Banda da semana: Eels - Álbum End Times
Então, eu tenho um costume, uma mania, um ritual eu diria, que se chama "banda da semana". A idéia é simples. Consiste em, toda semana, escolher uma banda nova, ou ao menos o álbum novo de uma banda que eu já conheça e dedicar me a ouvi-la e conhece-la um pouco mais. Lógico que tenho alguns pré-requisitos.... Minha banda da semana nunca vai ser uma banda pop, nenhum um grupo de axé. Nada contra quem goste, mas a minha idéia é um pouco mais ousada. O que busco com a "banda da semana" é conhecer coisas novas, de gravadoras alternativas, que dificilmente iremos ouvir numa rádio.
Meu dia de definir a "banda da semana"é segunda-feira, logo cedo. Em geral eu dou uma buscada em comunidades de bandas indie (independentes), vejo algo que me agrade, corro atrás do álbum e, está pronto. Para ser sincero eu acabo fazendo umas buscas ao longo da semana, mas a definição mesmo ocorre na segunda.
Pois bem, mas esta semana o processo foi um pouco diferente. Eu estava indo para a USP segunda quando ouvi na Brasil 2000 (107,3) uma música que logo de início me agradou, e que eu nunca havia ouvido antes. Usei o software "shazam", do meu smartphone para identificar a música e, para minha grata surpresa, eu já conhecia a Banda: é o Eels, que eu já conhecia da trilha sonora do seriado "The O.C."(você pode dizer que o seriado era fútil, mas a trilha sonora era excepcionalmente boa) e que acaba de lançar um CD novo, End Times.
O Eels é uma banda da califórnia, formada em 1995. A banda se caracteriza por músicas intensas e bem pessoais, falando de tristesas e agonias como solidão, amores não correspondidos, entre outros. Mas antes que vocês me perguntem, não, eles estão longe de serem Emo.... Olhando a vida do cantor e compositor Mark Everett, não é de surpreender a preferência dele por estes temas. Sua história de vida é bastante triste, envolvendo episódios como a morte de diversos amigos, o suicídio de uma irmã esquizofrênica e a morte prematura da mãe em virtude de um câncer de pulmão. Mas so invés de desistir de tudo ele se dedicou mais intensamente ao trabalho, compondo músicas de letras pesadas e melodias leves, gostosas de ouvir mas que nos fazem pensar.
End Times é oitavo CD do Eels. Ele tem como tema principal amores que se acabaram. Sim, é um CD triste. Chamam atenção as faixas "Gone Man", a mais animada do álbum, que fala sobre um amor que acabou até que tarde demais, e "In my younger days", que soa nostálgica e um pouco fatalista, mas que faz muito sentido em alguns momentos da vida....
Mas a grande obra deste álbum é a faixa "A line in the dirt" (que você pode ouvir no final deste post). Além de uma melodia lindíssima, a letra da canção também é muito boa. Mais uma vez, fala sobre um fim de relacionamento. Mas nas entrelinhas, você sente o eu-lírico do cantor reconhecer que talvez o problema não seja o fim do relacionamento, mas a ausência de um objetivo claro na vida. Eu concordo com essa idéia. Objetivos e planos na vida são fundamentais.
Para não me prolongar, queria só citar mais uma faixa, "Nowadays", que tem um verso óbvio, mas sempre válido de ser re-escutado:
Wants to hear you say
Postado por stillwalking às 22:35 2 comentários
Filme: "O QUE RESTA DO TEMPO"
Um dos meus objetivos com este blog é dar algumas sugestões de entretenimento, especialmente de filmes que acabam não tendo a atenção que merecem. Este fim de semana assisti "O que resta do tempo", uma co-produção Bélgica/França/Itália/Reino Unido, do diretor palestino Elia Suleiman. O filme é de certa maneira autobiográfico, pois mostra episódios da vida do diretor e de seus pais durante a anexação do território da palestina por Israel.
Postado por stillwalking às 08:46 2 comentários
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
okay, é agora.
Eu começo a folhear minhas páginas.
Começo a recolher anotações dos meus pensamentos.
Eu começo a rever o que disse que iria esquecer.
Eu começo um blog.
Começo porque desisti de tentar esquecer meus problemas.
Porque desisti de mudar as pessoas (na realidade, isso eu devia ter desistido há mais tempo).
Começo porque sinto necessidade de ser ouvido, lido, comentado.
Respeitado? Não, essa ambição eu não tenho (mas isso fica para outro post).
Começo, em resumo, como um desabafo.
Eu deixo o silêncio como quem deixa o tédio.
E grito. Em alto e bom som, para quem quiser ouvir, ler, criticar.
Sim, eu estou aqui. Eu vivo, respiro e sinto.
Acima de tudo, sinto.
Postado por stillwalking às 22:04 2 comentários





















