Um dos meus objetivos com este blog é dar algumas sugestões de entretenimento, especialmente de filmes que acabam não tendo a atenção que merecem. Este fim de semana assisti "O que resta do tempo", uma co-produção Bélgica/França/Itália/Reino Unido, do diretor palestino Elia Suleiman. O filme é de certa maneira autobiográfico, pois mostra episódios da vida do diretor e de seus pais durante a anexação do território da palestina por Israel.
O filme é dividido em quatro episódios, o primeiro justamente na hora em que a Palestina é anexada, e o último nos dias atuais. Eu achei o primeiro episódio um pouco fraco, confesso que até me deu um pouco de medo, uma sensação de "puxa, o achei que o filme tinha uma verve bem diferente desta..." E não fui o único, uma vez que um casal abandonou o cinema nesta minha sessão justo no final deste primeiro episódio.
Mas no caso de vocês irem ver o filme (e eu recomendo fortemente a ida), resistam à esta primeira parte. Nos capítulos seguintes o filme só cresce e te envolve, à ponto de no final chegarmos a conclusão que o primeiro capítulo era essencial, e ,de fato, não poderia ter sido melhor executado.
Para mim o filme acabou trazendo bem mais do que entretenimento. Me fez pensar mais a fundo no caso de Israel. E o filme mostra uma triste realidade, na qual os palestinos mais velhos já perderam as esperanças de uma vida melhor. E os jovens vivem num estado de total banalização da violência.
Enfim, o filme é de fato muito bom, tanto para entreter, como para nos agregar um pouco de cultura.
Quem quiser ver o trailer:

2 comentários:
Ah, não posso deixar de comentar que o protagonista é A CARA do Caetano Veloso com o Clodovil!
é, é um fato.
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