Ontem eu estava trabalhando nas minhas coisas do doutorado. Tudo ia muito bem, experimentos com resultados promissores. Mas quando fui juntar meus dados, percebi que ainda haviam muitos problemas a ser resolvidos, e que, na verdade, eu apenas havia resolvido uma pequena parcela dos problemas presentes até então. Foi o momento em que não consegui mais vencer o cansaço e pensei: Puxa, não está mesmo fácil. E logo em seguida me veio outro pensamento: que bom que está difícil.
É um fato, adoro desafios. Lembro do final do meu mestrado. Já havia feito todos os experimentos mais complicados e apenas passava os dias repetindo alguns procedimentos para melhorar um pouco os dados. Eram dias bem monótonos.
Agora, neste início de doutorado, os problemas são imensos em comparação à outrora. Cada passo é uma nova peleja, e sua resolução, uma vitória. Sofro muito com cada dificuldade, quebro a cabeça, mas isso só me estimula mais.
E analisando friamente, isto acaba valendo para tudo na vida. Os amores que mais nos marcam são aqueles repletos de dificuldades e incompatibilidades, que exigem muito mais dedicação e cuidado. Amores que funcionam plenamente desde o começo, sem questões e sem alguns (poucos) problemas não tem a mínima graça.
A raça humana é movida pelos desafios. Dominamos o fogo, inventamos as redes de abastecimento e tratamento de esgoto, criamos a lâmpada, descobrimos medicamentos, criamos a internet. Todos estes feitos, considerados entre os maiores da humanidade, são produto da busca pela superação de desafios.
Sócrates, na antiga Grécia já sabia disso. Por isso termino esse post com sua frase: "Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida".
quarta-feira, 24 de março de 2010
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